Pizzaria Batepapo — Alegorias Pizzóides e Aconchego Praiano

Fotos: LEANDRO FURINI | Texto: JOE BORGES | Glutão: CIRO JARJURA

A Pizzaria Batepapo se tornou uma das mais recorrentes febres internáuticas da atualidade. Suas impressionantes alegorias pizzônicas de tamanhos exorbitantes levaram os habitantes da interweb à loucura, fascinando pessoas de diferentes faixas etárias, credos e até mesmo animais de estimação. Como entusiastas de pizza e de obtusíces em geral, o Zaso Corp. resolveu checar com os próprios olhos, e papilas gustativas, esta grande pizzalhada. Porém, apenas as presenças dos zasaiolos Joe Borges e Leandro Furini não seriam suficientes para fazer jus à tamanhos monumentos gastronômicos, era necessário um glutão de grosso calibre para acompanhá-los. Imediatamente, um nome veio à tona nas débeis mentes zásicas: Ciro Jarjura. Ciro fora o mentor intelectual da proposta de ir visitar a Pizzaria Batepapo, durante uma conversa alcoolizada num bar da região central de São Paulo, e é conhecido por ter um cartel invejável de glutonices, ou seja, se encaixou perfeitamente nos pré-requisitos zasônicos. Certa feita, Ciro conseguiu ingerir, ao longo de algumas horas, cinco hambúrgueres, uma paleta mexicana e três milk-shakes de forma avassaladora, deixando assim seu nome eternizado nos anais da alimentação excessiva. Para satisfação nacional, o herói glutônico aceitou efusivamente o convite. Iniciava-se, então, a caravana zásica em direção ao Guarujá, cidade sede da Pizzaria Batepapo.

Por volta das 14h de sábado, Joe, Leandro, Amanda (enamorada de Leandro e colaboradora honorária) e Ciro partiram à bordo de um automóvel em direção ao Guarujá, seria uma viagem relativamente curta, de aproximadamente uma hora. Já na estrada, e com um certo grau de fome, resolveram parar numa popular lanchonete para ingerirem alimentos, já que a pizzaria só abriria depois das 19h. De missão devidamente cumprida, era só partir para o abraço. Ao longo da viagem, a ansiedade e curiosidade multiplicavam-se dentro dos jovens, enquanto uma fina chuva ia molhando o pequeno, porém carismático, carro de Leandro. Depois de passarem pela industrial Cubatão, o cheiro de refinaria chorumesca deu lugar ao de umidade praiana, enquanto um tímido sol espiava por entre as nuvens. O destino estava cada vez mais próximo.

Enfim, o Guarujá. Logo após se embrenharem entre as ruelas da cidade, um comércio de nome cretino chamou-lhes a atenção: era o Engenheiros do Açaí, um estabelecimento mágico que não contribuiu em absolutamente nada para o decorrer da história. A idéia que pairava no ar era a de parar o carro à beira da Praia do Tombo e descer para uma sessão de cerveja, sol e sacanagem enquanto a pizzaria não abria. O relógio acusava as 17h e pouco, ainda havia um certo tempo a ser bundado pela rapaziada. Como missão dada é missão cumprida, foi exatamente o que fizeram.

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Banhista mal-educado ao fundo.

A praia estava realmente muito aconchegante, mas o horário de abertura da lendária Pizzaria Batepapo ia se aproximando com cada vez mais violência, o que obrigava a rapaziada a se despedir das areias e partir para as aconchegantes cadeiras do estabelecimento em questão. O recinto se localizava no bairro da Enseada, à cerca de 15 minutos do local onde os aventuralhas estavam bundeirando. Antes de mais nada, pararam num mulambo shopping para comprarem algum souvenir praiano à fim de colocar em cima da pizza, para fazer jus à tradição excêntrica do estabelecimento. Porém, nada lhes apeteceu. Ainda na missão de achar algum tipo de adereço, se viram face a face com uma loja de R$1,99, onde acabaram por comprar um debilitado bonequinho de Papai Noel, que vinha acompanhado de alguns firuleibes natalinos, e um imã de geladeira em formato de pizza, este muito mais carismático do que o primeiro item. Já de adereços em mãos, de longe avistaram o lendário templo da alimentação excêntrica, era apenas uma questão de estacionarem o automóvel e adentrarem o local que tanto ansiavam, que claramente estava recém-aberto, era fácil supor pelo pouquíssimo movimento e pelo horário, pouco antes das 20h.

Eis que ali estavam os nossos protagonistas, observando timidamente a fachada do local, que logo de cara acusava uma simplicidade aconchegante. Podia-se notar que o letreiro estava pouco visível por conta de uma lâmpada queimada e que um totem em tamanho real de Ricardo, o dono do estabelecimento, lhes recepcionava de maneira efusiva. O convite estava feito. À esquerda, escancarado para quem quisesse apreciar, estava o local de trabalho dos pizzaiolos, cercado por um vidro transparente e contendo um grande forno, uma bancada e todos os aparatos necessários para gerar uma pizza brutal. À direita, havia uma mesa de madeira contendo duas enormes pizzas e um pedaço de pizza triangular bizarramente grande, claramente posicionado para chacoalhar sem dó os valores da família brasileira. A primeira pizza sob a mesa era ao clássico estilo da casa, contendo quatro sabores distintos e ao centro, numa circunferência milimétricamente feita, um sabor doce, contrastando de maneira apetitosa com os outros elementos da composição pizzônea. A segunda, por sua vez, era de castanhas e acepipes do gênero com damasco no centro, criada especialmente para o fim do ano. Já o pedaço brutalóide era de calabresa e tinha facilmente o tamanho de um anão adolescente bem-nutrido. Colada à mesa das farturas havia uma outra pequena bancada contendo uma diminuta árvore de Natal, com alguns Papais Noéis escalando-a por uma escada, e, ao lado, uma Torre Eiffel de material desconhecido. Foi uma chegada em grande estilo, realmente, ainda mais pelo fato de que, imediatamente após adentrarem o local, uma torrencial chuva castigou a cidade abruptamente. Boa, garotos.

Um atencioso garçom, batizado em cartório como Walfredo, lhes atendeu com muita simpatia, já agilizando uma mesa com bela vista para o interior da pizzaria. A mesa ficava ao lado de uma bancada de plástico contendo caixas de pizza gigantescas e alguns talheres, com uma sala sem porta ao lado, que era um pequeno depósito onde as massas eram feitas com aparelhagem tecnológica. A política da casa era de fazer o máximo de ingredientes possíveis no próprio local. Quem olhasse atentamente em direção ao caixa, que ficava um pouco mais ao fundo do estabelecimento, poderia facilmente reconhecer Ricardo, o carismático (e já citado) dono do local, que não tardou a atender os famintos clientes, já ciente da chegada dos mesmos (havia sido devidamente contactado no dia anterior). Ricardo foi bastante solícito em atendê-los, pedindo encarecidamente que ficassem à vontade e se alimentassem antes de sentar com ele para uma entrevista, voltando aos seus afazeres com tranquilidade. Uma cerveja foi requisitada para abrir os apetites, Ciro já estava se preparando psicológicamente para encarar a refeição. Foi decidido em júri popular que os sabores seriam Frango com Catupiry, Escarola com Bacon, Abobrinha com Mussarela (conhecido popularmente como Batepapo), Marguerita e toda a sensualidade de Banana com Chocolate. Uma pizza de 50cm, como a que foi requisitada, demorava em torno de 20 minutos para ser feita, isso quando não havia fila de espera. Por sorte, a rapaziada havia chegado cedo o suficiente para ter exclusividade em seu pedido, coisa que mudaria de figura em pouquíssimo tempo. A recorrente chuva espantava a aproximação da clientela, era a única explicação para que naquele horário o estabelecimento estivesse tão vazio, ainda mais em um sábado à noite como aquele. Assim que a chuva abrandou, os clientes começaram a chegar e lotar as mesas com a rapidez de formigas que atacam um pedaço de bolo. Ricardo estava ficando cada vez mais atarefado. A eminência da entrevista miar federalmente começava a ganhar força, um rumor que até horas atrás era impensável. Não demorou muito para que a pizza chegasse, trazida solenemente por Walfredo. Os olhos dos envolvidos brilhavam de uma maneira orgulhante para cima dela. A pizza era de fato muito boa, Ciro aprovou-a efusivamente, dando destaque para o manjericão da Marguerita, que parecia embebido em menta, dando um leve gosto de Vic Vaporub, e para o tropical sabor Banana com Chocolate, que conquistou os corações de todos os presentes, ainda mais por conta dos M&M’s cuidadosamente dispostos por sobre a mesma.

Deixemos que as imagens falem por si só, não há muito o que palavras definirem esta experiência gastronômica.

Fatality.

O fatality estava dado, mais na energia vital de cada um do que na pizza em si. Foi uma refeição poderosa, sendo que o último pedaço se tornou um impasse em relação à quem seria o aniquilador do mesmo. No fim das contas, Joe acabou por sacrificá-lo. Com a importante aprovação de Ciro, restava ainda uma conversa calorosa com Ricardo para esclarecer uma série de curiosidades acerca de sua pessoa e seu estabelecimento, que tanto agradara os presentes. À essa altura, estavam todos bem baleados de comida, tomando uma cerveja às bicadas enquanto os batimentos cardíacos atingiam níveis preocupantemente baixos.

Já se passara mais de uma hora do término da pizza e nada de Ricardo aparecer para a entrevista. Era completamente compreensível que ele estivesse atarefadíssimo, afinal, a fila de espera não parava de aumentar. Enquanto os jovens confabulavam acerca do assunto, gritarias afeminadas aconteciam próximas da “estação de trabalho” de Ricardo, eram dois irmãos que davam um chilique de sub-celebridade por conta do atraso de suas pizzas. Cenas lamentáveis, mas que não abalavam o perceptível equilíbrio que Ricardo possuía. Nesse meio tempo, Ciro saiu à rua para falar com sua namorada, foi quando se deu conta de que à frente da pizzaria, exatamente do outro lado da rua, num barzinho boêmio, acontecia um show ao vivo em que um Legião Urbana comia solto, era a trilha sonora pós-brutalidade alimentícia. Caso a entrevista realmente ficasse de lado, só lhes restaria pedir uma saideira regada à muito depressão no bar da frente. Momentos depois da chegada de Ciro à mesa novamente, os excelentíssimos resolveram se levantar e ir em direção ao sempre temerário pagamento da conta. Já tendo deixado suas devidas contribuições financeiras, partiram rumo à porta, já conformados com o fracasso eminente. Tal atitude chamou a atenção de Ricardo, que interveio imediatamente, pedindo que eles esperassem cerca de 40 minutos até que ele ficasse menos atarefado. Felizes com a intervenção, os zasalumes resolveram dar uma andada até o botecoso que tocava Legião a fim de dar uma passada no tempo, enquanto Ricardo terminava seus afazeres.

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Chiliquentos.

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O tempo passou relativamente rápido enquanto estiveram fora. Apenas uma travessia de rua rendeu ao grupo alguns acontecimentos zuêros, como um mendigo caiçara perguntando para Joe se ele que havia chamado-o na “casa da praia” e um guardador de carro que mais parecia um lutador de Jiu-Jitsu perguntando para Ciro se ele poderia pagar-lhe um lanche, que não titubeou em abrir a carteira, e o coração, para o entorpecido rapaz. Já de volta à pizzaria, os jovens puxaram assunto com dois dos motoboys que trabalhavam no local, eram Márcio e Alexandre. Ambos locais da cidade, disseram que os pedidos de pizzas gigantes saem um atrás do outro, sendo que eles cobrem toda a região da cidade e da baixada, o que é bastante considerável, visto que o Guarujá é uma das maiores cidades litorâneas do Estado de São Paulo. O sistema delivery dos caras é customizado ao ponto de as mochilas dos motoboys precisarem ser feitas sob medida para comportarem o tamanho das entregas, que acabam sendo limitadas à no máximo as pizzas de 50cm, sendo que outros tamanhos mais ignorantes podem ser pedidos com antecedência, mas não entregues no aconchego do lar. Em meio à fina chuva, e ao papo descontraído com os funcionários motorizados, Ricardo surge claramente aliviado por ter conseguido finalmente dar conta de sua labuta, àquela altura o movimento já havia abrandado bastante e uma esclarecedora conversa poderia acontecer sem maiores preocupações.

Marcio e Alexandre.

Ricardo puxou uma mesa e cinco cadeiras para fora da pizzaria a fim de poder conversar com mais tranquilidade. Carismático e extremamente comunicativo, se demonstrou uma pessoa de conversa fácil e prazerosa. Apesar do sotaque que lembra um pouco o nordestino, é natural do Guarujá, sendo eletricista de profissão mas tendo escolhido o abençoado ramo das pizzas por amor. Há quase 20 anos atrás, resolveu entrar no ramo da alimentação com um carrinho de lanches, também nomeado de Batepapo, por conta do número de pessoas que ficava ali ao redor de seu humilde empreendimento papeando e conversando sobre a vida. Ricardo aprendera os macetes de fazer lanches através de sua mestra, uma senhora que lhe dava assistência no carrinho, ambos cozinhavam lado a lado e ele observava cada suspiro da mesma. Alguns anos depois, após a prefeitura da cidade ter tirado seu ganha-pão de maneira covarde, resolveu abrir um bar, que mais tarde viraria pizzaria, mesmo sem que ele fizesse a menor idéia de como se faziam pizzas. Por conta disto, resolveu contratar alguns funcionários, que lhe deram uma dose considerável de dor de cabeça, ao ponto de Ricardo se ver obrigado à aprender na raça como se produzem estas fantásticas construções gastronômicas. Com um senso de empreendedorismo afiado, e senso de humor mais ainda, começou a se destacar na região por ter a idéia de fazer pizzas num tamanho maior que o convencional, tendo cunhado este formato de 4 sabores tradicionais e um doce extra no centro. Porém, as adaptações técnicas necessárias para a produção de uma pizza desse calibre lhe obrigaram a buscar formatos específicos de caixas e a utilizar ferramentas e aparelhagens feitas sob medida, o que torna ainda mais customizada a produção de seu produto. Em pouco tempo este se tornou seu diferencial e o reconhecimento logo veio. A idéia rapidamente evoluiu e Ricardo começou a incluir um frango assado em cima de suas pizzas, para o delírio dos conservadores. Ainda nos tempos de Orkut, Ricardo já publicava as conhecidíssimas fotos de elementos esdrúxulos sobre suas pizzas, que apenas muitos anos depois transformariam seu estabelecimento em meme. De certa forma, ele nunca se preocupou com o sucesso, mas sua veia marqueteira o fez se disseminar com bastante eficácia. Ao contrário do que se imagina, a Pizzaria Batepapo é um local bastante familiar, sendo que, na maior parte dos casos, os clientes pedem pizzas tradicionais e o clima do ambiente é bastante tranquilo, com nada tão extravagante quanto os irônicos sabores que ele mesmo faz questão de divulgar. Ricardo, com muita simplicidade, afirma que mudou-se para o atual local de funcionamento há não mais que 3 anos para facilitar o acesso de turistas e visitantes. Antes a Pizzaria Batepapo se localizava num bairro mais inóspito, próximo do túnel da cidade. Ricardo reformou praticamente todo o local, tendo um cuidado especial para torná-lo o mais aconchegante possível, característica que transparece em seu semblante. A chuva começava a apertar, a entrevista foi forçada a mudar-se para o interior do estabelecimento. Ricardo afirmou que é grande entusiasta de pizza, veja só, sobretudo de atum com escarola, sua predileta. Mas não pense que ele gosta daquele atum seco, ele prefere o mais úmido. Ciumento, nem coloca tal sabor no cardápio, gosta de manter esta iguaria para si. Perguntado se muitos famosos costumam frequentar sua pizzaria, ele afirmou que não sabia dizer, se eles frequentavam ele não sabia. Há quase um mês atrás, um jornal europeu entrara em contato com ele se interessando por suas criações pizzônicas, o que deixou-o bastante orgulhoso, seu estabelecimento já fora bastante assediado por mídias diversas, nacionais e internacionais. O Zaso Corp. percebeu, com uma pesquisa relativamente aprofundada, que a maior parte das matérias acerca da Pizzaria Batepapo focavam na excentricidade das pizzas e sabores, mas raramente, ou de maneira rasa, no próprio Ricardo, que merece enorme reconhecimento por seu trabalho, ou no estabelecimento em si. De simplicidade cativante, ele conta que utiliza praticamente todo o lucro para a sobrevivência da família e sempre buscando melhorias para o local, como, por exemplo, um forno à gás que pretende comprar em São Paulo para agilizar a produção e ganhar espaço. Sem tempo para praticamente nada além do trabalho, Ricardo dedica praticamente toda a sua energia em prol da Pizzaria Batepapo, abrindo o estabelecimento rigorosamente todos os dias, inclusive de segunda-feira, que, segundo o mesmo, é um ótimo negócio pois o Guarujá todo, praticamente, permanece fechado. A versatilidade de seu serviço não conhece fronteiras, sendo possível fazer praticamente qualquer tipo de pedido para o mesmo. Segundo o próprio, jamais recusara um pedido, por mais bizarro que fosse. Com base nisso, os zasantes tinham uma surpresa para ele.

Como não poderia deixar de ser, o Zaso teria que fazer alguma proposta polêmica para Ricardo produzir. Já que a pizzaria é conhecida por fazer as maiores pizzas da região, quiçá do Brasil, nada mais justo do que propôr a Ricardo que fizesse sua tradiciconal iguaria de 5 sabores, só que com um importante detalhe: do menor tamanho possível. Ricardo franziu a testa, num misto de aceitação de desafio e confusão mental, mas prontamente aceitou-o, argumentando que nem daria para saborear a micro-pizza. Bem-humorado, partiu para sua “estação de trabalho”, estudou como proceder e então começou a produção. Segundo o próprio, nunca ninguém havia proposto nada parecido para ele. Os zasilhos ficaram observando-o fascinados através do vidro enquanto ele tirava as medidas da massa e colocava os sabores, que seriam Calabresa, Frango, Queijo, Catupiry e um simpático M&M representando o sabor doce, para só então levar quatro exemplares, um para cada juvenalta, ao forno. As atenções, inclusive dos funcionários, estavam todas voltadas para a pequena grande missão.

Ciro observa a cena, completamente embebido em fascínio.

Ao mesmo tempo em que Ricardo fazia seus malabarismos em mini-pizza, esta linda cena ocorria na tevê aberta nacional, uma bela dança de massas.

O resultado foi um quitute sensacional e de aparência apetitosa, do tamanho de um tazo (aliás, saudades desses verdadeiros tesouros da infância). A cena de Ricardo vindo até a mesa em que os jovens se encontravam, portando um sorriso estampado no rosto e trazendo uma pequena bandeja de madeira contendo os quatro acepipes sagrados, era de arrancar lágrimas. Imediatamente o burburinho tomou conta da mesa, enquanto Ricardo presenteava Ciro com tal insígnia, num ato de absoluta cordialidade.

E com este pedido prontamente executado pelo excelentíssimo dono da Pizzaria Batepapo, Ricardo, os jovens aventurautas se despediram do recinto, devidamente alimentados e satisfeitíssimos com o atendimento. A Pizzaria Batepapo é altamente recomendada pela Zaso Corporation, tanto pelo seu aconchego quanto pela refeição. Nem pense em esperar um circo de excentricidades e esdrujulices, como a febre internáutica sobre o assunto faz crer. O que você vai encontrar na realidade é um ambiente simples, aconchegante e que não difere tanto daquela pizzaria tradicional do seu bairro. Porém, se prepare para ter uma refeição de respeito e, se possível, um bate-papo agradabilíssimo com Ricardo, grande anfitrião.

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